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X-men

Clássico “quadrinho” da Marvel da década de 60, os “X-MEN” abordam a temática de humanos que sofreram mutações genéticas e desenvolveram super poderes. Os Mutantes são categorizados em classes que determinam o nível de seus poderes, sendo o nível ômega a classe mais poderosa dos mutantes e o nível épsilon a mais fundamental. Neste nível os mutantes sequer podem se passar por humanos dado a sua condição básica e primitiva de mutação.

 

O filme me permitiu fazer algumas “viagens”. Uma delas foi a de pensar nas polaridades “positivas” e “negativas”, representadas respectivamente pelo Prof. Xavier e por Magneto.

Enquanto um quer a dominação dos humanos, encampando intervenções bélicas e terroristas à fim de subjugar a humanidade; o outro espera que mutantes e humanos convivam em harmonia e, para isso, faz frente com seu grupo de X-MAN à Magneto, na tentativa de impedi-lo alcançar seu objetivo. Polaridades essas que costumam ser bastante consideradas na clínica Gestáltica. Ou, eu pelo menos, costumo percebê-las em alguns clientes.

Digo isto porque enxergo essas polaridades representadas pela cisão entre mente-corpo como dimensões distintas do ser. Não é raro perceber na clínica pessoas muito práticas, sistemáticas e pragmáticas na resolução de seus problemas embora, muitas vezes não consigam se conectar com o que estão sentindo, ou “se tendo” como referência para suas próprias ações.

Outra idéia é a de que eu costumo me deparar com altos “Wolverines”, “Vampiras”, “Ciclopes”, “Místicas”, “Magnetos” e “Xaviers” da vida real. Ou vocês não conhecem aquele tipo de pessoa que por mais “porrada” que leve da vida, se recupera e volta para luta? Sentem as dores que sofrem, mas se auto-regulam, verdadeiros “Wolverines”, ter garra é uma de suas características. E as “Vampiras” … conheço de perto algumas. Sabe aquele sujeito que verdadeiramente te rouba a energia com seu baixo astral constante, com seu pessimismo inabalável, com as mesmas velhas piadas já sem graça ou com seus comentários preconceituosos? Pois é, vampiros!

Assim como o tipo de gente que para onde olha só vê crítica, só vê problema e não consegue enxergar outra coisa senão o lado ruim da vida, embora tudo esteja bem. Ele é diferente do pessimista que só se conecta com o problema porque é inseguro ou se move pelo medo. Esse “mutante” destrói tudo o que vê. É o sujeito que nega o lado bom (que consegue reconhecer) para destacar o lado ruim das coisas. Seus comentários são sempre capciosos, gostam de chamar atenção para os defeitos das pessoas, circunstâncias e situações da vida. Pessoas como a mutante “Mística” assemelham-se àquelas sem uma marca própria. Sugiro que esse tipo de pessoa é aquela dos modismos, das épocas, das fases. Não se definem enquanto sujeito. E até poderiam se definir assim, como uma verdadeira “metamorfose ambulante”, e aí seria massa.

Entretanto esse tipo de gente, nessa analogia, é aquele que se despersonifica tentando ser quem não é, ou quem nunca será.

Por fim, dava pra viajar ainda nas ideias sobre aceitação das diferenças, desenvolvimento pessoal, auto-suporte e expansão da consciência só para citar alguns prismas possíveis para uma sugesta do filme. E se você fosse um mutante, qual deles seria?