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Espaço da Sugesta

Apontamentos em Psicologia

O preço do amanhã: Filme bastante interessante. A história leva a sério o adágio popular de que “Tempo é dinheiro” e a metáfora criada nesta ficção é de que a vida é paga (literalmente) com o tempo. Pessoas nascem com um cronômetro no braço que contém 25 anos contados em minutos. Ao completar 25 anos de vida o cronômetro é ativado e começa uma contagem regressiva até zerar, ou, a morte. Os salários são pagos com tempo e tudo o que as pessoas fazem no seu dia-a-dia (pegar ônibus, pagar aluguel, vestir-se, alimentar-se, etc.) é ‘debitado’ do tempo que têm.

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Uma das sugestas que eu o filme me deu, foi de perceber de que assim como naquela obra, eu deveria saber muito bem com o que “gastar” os minutos da minha vida. Automaticamente isto me remeteu ao conceito de “consciência” de que fala a Gestalt. Estar consciente de mim (e por mim) me ‘creditaria’ minimante a ter uma noção de onde estou para saber para onde ir (seja esse meu deslocamento geográfico, “físico”, “emocional”, “afetivo”, “fisiológico”, etc).
O “saber para onde” ir é uma questão de economia para o organismo … sendo assim, quanto mais “economizado” o uso do organismo for, mais ele estará conservado e em não havendo nada de extraordinário que o acometa, ele certamente terá uma duração mais longa. Temperança!

Outro ponto forte do filme é a questão social em que uma grande massa (quantidade de pessoas que vivem nos guetos) tem um tempo delimitado e regulado por poucos, quase insuficiente para a manutenção consciente de suas vidas. Semelhante ao que acontece na nossa sociedade com o dinheiro, pois como não temos uma distribuição de renda justa, muitos morrem antes do tempo necessário, por não terem condições de aprender a usar o seu tempo, ou são “forçados” a usar o tempo que possuem para a manutenção de um sistema alienante que “força” uma morte prematura, à medida que não oferece condições justas de tempo/dinheiro para uma maioria.

Olhar para essa questão nos faz perceber que a ampliação da consciência passa pela compreensão desse ser-no-mundo (quem eu sou, como sou, porque sou, onde estou neste mundo, que mundo/contexto é esse?) Se eu não tenho consciência dessas questões, como posso gerir meu tempo/minha vida?

Janeiro 2017:Observar e absorver

Fevereiro 2017: “O Preço do amanhã”

Março 2017: “Os X-mans”

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Já parou pra pensar que …

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As vezes precisamos saltar para dentro de nós,
nos arriscar nos sentimentos mais profundos para
compreendermos de forma integrada o que pensamos
e como agimos com nós mesmos e no mundo

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